sábado, 23 de outubro de 2010

Animais da Mata Atlântica

Anta (Tapir)

Já era conhecida na época dos Tupinambás que a chamavam de Tapirussú, da qual aproveitavam o couro para fazer escudos para a guerra e a carne, que era assada no moquém, que segundo os franceses da França Antártica do Século 16, teria o mesmo gosto daquela do boi. Hoje em dia provavelmente viva em refúgios na Juréia e muito dificilmente no fundo da mata no Litoral Norte. Está ameaçada de extinção. É mais facilmente encontrada no Pantanal.

Ariranha

A Ariranha é a Lontra dos nossos rios no Brasil. É muito brincalhona e vive em bandos. Dificilmente será encontrada hoje em dia nos rios do interior do Estado de São Paulo, mas há notícias de refúgios em Serras no interior do Estado e na Mata Atlântica do Litoral Sul e Norte. A mãe educa os filhotes desde pequenos, ensinando-os a nadar, caçar e a se alimentar. Já foi muito caçada por causa de sua pele. Está ameaçada de extinção.








Anta Ariranha / Lontra Cachorro Vinagre

Bugio

Macaco habitante da Mata Atlântica que em toda sua exuberância na época da colonização, cobria todo o litoral, estendendo-se para dentro do Estado de São Paulo, por parte do interior e em todo o Vale do Paraíba. Este era o habitat original do Macaco Bugio, que possui um grito forte e característico, emitido pelos machos. Hoje ainda vive na Mata Atlântica e nas reservas que resistiram nas montanhas da Serra da Mantiqueira, ao longo do belíssimo Vale do Paraíba.

Cachorro do Mato

É arredio e se alimenta de frutinhas, insetos e pequenas aves. É comum na Mata Atlântica, sendo parecido com o Lobo Norte-Americano mas de tamanho bem menor. Ë muito perseguido devido à crença idiota de que ataca criações, contudo, não corre risco de extinção pois é muito prolífico, tendo até 6 filhotes por ninhada. Os pais são muito dedicados e é comum que todos os filhotes vinguem e sobrevivam, garantindo uma população estável.

Cachorro Vinagre

Está ameaçado de extinção. Possui pelagem avermelhada e um rabo muito curto. Com a ajuda de zoológicos no mundo inteiro, tem se reproduzido em cativeiro, com a particularidade de que se mantidos juntos pais e filhotes, só a fêmea principal reproduz. É bom nadador, capturando as presas no meio de rios e lagos. Se alimenta principalmente de roedores, paca, cutia e capivara, esta última, muito maior em tamanho do que ele.

Capivara

É o maior roedor das Américas. Alimenta-se de espigas de milho e raízes principalmente. Vive na beira de rios e na Mata Atlântica. É criada comercialmente pela carne em alguns locais com autorização do IBAMA.

Cateto

Erroneamente chamado de Porco do Mato Brasileiro, não é de fato da família do porco pois só possui 3 dedos nas patas traseiras. Vivem em bandos de até 50 animais. Atacam em bando quando ameaçados a fim de defender o território. Marca o seu território através de uma glândula nas costas que exala gordura com cheiro forte, com a qual se esfrega nas árvores, delimitando sua área.






Cuíca Cutia Serelepe

Cuíca

São muito tímidas e raras de serem avistadas. É um marsupial, parente do canguru e do gambá, que carrega os filhotes numa bolsa. Contudo, a Cuíca não tem bolsa. O ninho lembra um coco mas ali dentro a cuíca se refugia com os filhotes que ficam agarrados nas tetas da mãe. Como ocorre com todos os marsupiais, os filhotes nascem como fetos não totalmente desenvolvidos e permanecem grudados na mãe até que se desenvolvam por completo.

Cutia (ou Agutí)

Muito conhecida desde a época dos Índios Tupinambás que as criavam nas aldeias como bichinhos de estimação. É muito pequena, costumando enterrar a comida, em sua maioria sementes que sobram, para saboreá-la quando sentir fome. Se ela esquece, essas sementes germinam dando origem a novas árvores, o que faz com que a cutia seja uma reflorestadora nata. Muito tímida, só sai da toca na madrugada ou ao entardecer. Não está ameaçada de extinção por ser muito prolífica. Geralmente segue sempre a mesma trilha que afinal fica marcada na floresta, denunciando sua presença.

Esquilo Caxinguelê ou Serelepe

No Brasil existem esquilos sim senhor! Eis aqui o nosso esquilo, o Serelepe. Era chamado pelos Índios de Agutipuru ou Acutipuru que significa Cutia Enfeitada. Os escravos vindos da África deram a ele o nome de Caxinguelê, que significa Bicho Pequeno, e este tornou-se seu nome mais comum, além de outro, que é Serelepe. Embora seja um ilustre desconhecido da maioria das pessoas, é muito comum em todo litoral em áreas de Mata Atlântica, desde a Bahia até o Paraná. Sendo muito discreto, passa desapercebido na maioria das vezes. Vive em Itanhaém nas matas da Serra e na área rural; em Ubatuba, chega até as praias onde a mata desce até a areia; é encontrado também na Juréia, Cananéia e Ilha do Cardoso. O ninho do Serelepe é um buraco no tronco da árvore. Ao contrário do esquilo Norte-Americano, o Brasileiro nunca hiberna. A fêmea quando muda de casa, muitas vezes carrega os filhotes cuidadosamente pela pele do pescoço. É animal protegido por Lei, qualquer tentativa de captura é considerada crime ambiental apenado com severidade.

Gato-Maracajá

É diferente da Jaguatirica, embora às vezes seja confundido com esta. A cauda é mais comprida e as pernas traseiras são mais flexíveis, tornando o animal muito ágil para inclusive subir em árvores. Cada animal parece possuir um território de acerca de 10 km2 onde não deixa os outros animais da espécie entrar, por isso mesmo, calcula-se que devam haver poucos indivíduos. Está ameaçado de extinção.

Gato do Mato

Geralmente também é confundido com a Jaguatirica, porém se distingue pelo tamanho pois é o menor de todos os felinos silvestres do Brasil. A diferenciação também se dá pelas manchas da pele que diferem daquelas da Jaguatirica. Há também gatos do mato inteiramente negros. Fêmeas e Machos com pelagem normal podem procriar gerando filhotes negros num processo ainda inexplicável. Esses descendentes recebem o nome de melânicos. Foi muito caçado pela pele e também por ser dócil e não temer o homem, chegando perto de galinheiros. Está ameaçado de extinção.

Gato-Mourisco

Digamos que é um primo menos colorido da Jaguatirica e também muito difícil de ser avistado. É marrom escuro ou acinzentado com olhos bem grandes e amarelos. Só sai para caçar durante a noite, escondendo-se durante o dia numa toca que geralmente fica no nível do chão. Vive em casais e constrói um ninho bem aconchegante para a fêmea e os filhotes. Não é muito perseguido devido a falta de atrativo de sua pele. Existe em toda Mata Atlântica, menos no Rio Grande do Sul.

Gato-Palheiro

É um animal pequeno e muito parecido com o gato doméstico, contudo a cor é cinza-alaranjada ou ferruginosa dependendo da subespécie pois existem oito já catalogadas! É o menos conhecido dos oito felinos silvestres do Brasil. Hoje em dia vive em campos abertos, mas parece que nunca foi abundante no Brasil.

Jacaré do Papo Amarelo

Espécie ameaçada de extinção. Existia em diversos locais de Mata Atlântica, inclusive em Jacarepaguá, no Estado do Rio, onde hoje em dia ao invés de brejos, encontram-se diversas áreas urbanizadas que destruíram o habitat natural da espécie. Alguns exemplares são mantidos na Fazenda Bargieri em Itanhaém. Quando ficava velho e muito grande, os Índios o chamavam de Ururau.






Jaguatirica Lagarto Teiú Lobo Guará

Jaguatirica

É considerado o felino brasileiro cuja pele é a mais bonita. É muito brava. Já existiu até nos Estados Unidos, onde foi extinta. Animal bravio que não permite a presença de outros na sua área de caça. A fêmea somente permite a entrada do macho no seu território para o fim do acasalamento, logo depois expulsando-o e criando os filhotes sozinha.

Jararaca Ilhôa e Jararaca Comum

Há milhares de anos atrás, talvez na última era glacial, o nível dos mares era muito inferior ao atual. Isto significa que a orla marítima ficava muito além das Ilhas Queimadas em Itanhaém, que nada mais eram do que montanhas circundadas por densas florestas. Com o possível degelo e a subida do nível das águas, que devem ter chegado à um nível muito mais elevado que o atual, devido à quantidade de conchas que ainda se encontram em escavações profundas nos matos ao longo das praias em direção ao sertão, as cobras que viviam na montanha que atualmente é a Ilha da Queimada Grande ficaram confinadas e montanha acabou transformando-se em ilha. A evolução e o passar do tempo fizeram o serviço restante, transformando essas cobras nas atuais Jararacas Ilhôas, parentes das Jararacas que vivem no continente. Entretanto, as Jararacas Ilhôas, diversamente das "primas" do continente, são cobras hermafroditas (com os 2 sexos) e com um veneno poderosíssimo. Explica-se: como a ilha é um habitat pequeno, em determinados locais pode haver predominância de indivíduos do mesmo sexo e por isso mesmo, parte desses indivíduos passou a desenvolver o sexo oposto a fim de procriar. Foi uma solução engenhosa que a natureza encontrou para a procriação no confinamento dessas cobras. A Jararaca Comum, vivendo no continente, continuou seu caminho evolutivo, porém com um veneno menos poderoso que o de sua prima insular.

Lagarto Teiú

É o maior lagarto da América do Sul e bastante comum. No Litoral Norte, faz aparições freqüentes em estradas de terra e na Mata Atlântica que circunda as praias longínquas como Puruba e Trindade. No Litoral Sul encontra refúgio na área rural de Itanhaém e em toda a Juréia. É largamente caçado no interior pela fama que tem de roubar ovos de galinheiro. A carne parece com a do frango. Embora tenha um couro de qualidade, nunca foi abatido com fins comerciais. Sua cauda é maior que o corpo e é a defesa do animal que a usa como um chicote. Bom nadador, também é capaz de subir em árvores frondosas. As fêmeas costumam abrir um cupinzeiro para botar os ovos no interior, onde ali incubarão protegidos dos predadores. Jean de Léry descreve o horror que sentiu ao ver um desses lagartos de tamanho enorme, no século 16, na região do Rio, então a França Antártica: "(...) Nossos Americanos também apanham tuús (teiús), lagartos que não são verdes (...) mas cinzentos (...) conservam-se em geral às margens dos rios e nos lugares pantanosos (...) bem cozidos, apresentam uma carne branca, delicada, tenra e saborosa como o peito do capão (...) Certa vez os franceses e eu cometemos o erro de visitar o país sem guias selvagens (...) ouvimos o rumor de um bruto que vinha em nossa direção (...) vimos na encosta da montanha um enorme lagarto maior do que um homem e com um comprimento de seis a sete pés (...) abrindo a boca por causa do grande calor que fazia e soprando tão fortemente que o ouvíamos muito bem (...) voltou-se depois de repente e fugiu morro acima fazendo maior barulho nas folhas e ramos do que um veado correndo na floresta (...)".

Lobo Guará

Possui uma cor avermelhada, pernas finas e compridas e uma crina escura no dorso. Embora chamado de Lobo, não forma alcatéia; é um caçador solitário. Alguns formam casais cuja união dura a vida inteira. Na natureza, a fêmea troca os filhotes de toca a cada 3 dias para enganar os possíveis predadores. Padece de uma doença, um verme que ataca o fígado do animal causando-lhe a morte. Em muitos locais do interior tornou-se dócil e recebe alimento em locais remotos, como no caso do convento do Caraça em Minas Gerais, onde acostumados, vêm buscar alimento à noite. Ainda vive em certos locais circundados de mata, cerrado e no Vale do Paraíba em São Paulo. Está ameaçado de extinção.

Macaco Aranha

Antigamente podiam ser encontrados até no Estado do Rio, porém hoje em dia, só no Estado do Mato Grosso para cima. Possui este nome devido aos braços que são muito longos, mais compridos que as pernas e que o rabo que também serve de braço para o animal. Está ameaçado de extinção.

Macaco Prego

É conhecido como o mais levado de todos os macacos. São muito inteligentes, vivendo em bandos. Escolhem um dos indivíduos para ser o vigia e avisar sobre qualquer perigo enquanto os restantes invadem as roças de milho.

Mico Leão Preto e Mico Leão Dourado

O Mico Leão Preto é o mais ameaçado dos dois. Há alguns indivíduos ainda em liberdade e os cientistas ainda não sabem se será possível salvá-lo (os outros poucos estão em zoológicos e instituições no interior). São animais cooperativos que carregamos filhotes nas costas. Há diversos indivíduos da espécie do Mico Leão Dourado na Juréia, constantemente observados e monitorados pelos cientistas num programa de recuperação da espécie. Ambos encontram-se ameaçados de extinção.

Morcego Beija-Flor

É um mamífero como os seres humanos. Consegue ficar pairando no ar, exatamente como um Beija-Flor enquanto suga o néctar de uma flor. É considerado como um dos mais importantes polinizadores Brasileiros, uma vez que voando de flor em flor, vai espalhando o pólen que fica grudado no focinho, no corpo e nas asas. Sai a noite em busca das flores, possuído um olfato aguçado. O filhote quando nasce é muito pequeno e fica agarrado no corpo da mãe que voa carregando-o junto com ela.

Morcego Comum

O morcego é o único mamífero que voa. No litoral Sul, há diversas espécies, mas a mais comum é a frutívora, inofensiva, que se alimenta das frutinhas que dão nos chamados chapéus de sol ou amendoeiras e também de insetos. Espalham sementes e por isso mesmo são considerados animais benéficos pois promovem o reflorestamento. Passam os dias nos forros das casas ao longo das praias, entre a laje e as telhas; alguns outros habitam cavernas pequenas nas rochas da costeira do Morro do Paranambuco e ao redor da Cama do Anchieta, outros se escondem no fundo da mata. Pequenos geralmente, emitem sons que os ajudam na eco-localização de objetos e no próprio vôo no ambiente ao redor. Alguns desses sons são emitidos em alta freqüência e não são ouvidos por nós humanos, mas outros, podem ser nitidamente distinguidos, tal qual um pio repetitivo que batendo nos obstáculos, ressoa de volta até o morcego que assim se localiza e identifica a presa no ambiente ao redor.

Morcego Vampiro

É muito conhecido e habita as matas e o litoral brasileiro. Na época da colonização, estrangeiros que por aqui passaram, deixaram registros sobre como esses morcegos atacavam os índios nas ocas durante a noite. Como os Índios dormiam em redes, muitas vezes sequer percebiam os vampiros, acordando com os pés sangrando, sinal de que foram atacados por um morcego vampiro durante a noite, fato que sucedeu a muitos franceses que estiveram no Rio de Janeiro, local da França Antártica. Não mordem veia alguma, tampouco sugam o sangue, pelo contrário; fazem uma ferida e depois lambem o sangue usando sua saliva anticoagulante para evitar que o sangue seque e pare de escorrer. O Vampiro pode buscar sangue diversas noites no mesmo animal que por isso fica anêmico e pode morrer. É temido pois pode transmitir a raiva. São muito solidários, vivendo em bandos. Se uma fêmea morre deixando um filhote, este é logo adotado por outra que se dedica totalmente ao filho adotivo. Se algum deles não conseguiu alimento, regurgitam o sangue para que o outro possa se alimentar.






Onça Mico Leão Dourado Quati

Onça

Está ameaçada de extinção. É mais facilmente encontrada no Pantanal. Nunca houve um caso de onça que atacasse o homem a não ser quando acuada. Mesmo na época dos Índios Tupinambás, estes afligiam terríveis torturas às onças que capturavam, antes de matá-las (há registros de que esses animais atacavam os Índios). Contudo, no estômago de onças mortas só se acham animais pequenos como capivaras, aves e porcos-do-mato. Numa ninhada de onças às vezes nasce uma onça recessiva, preta e belíssima, na qual também dá para se distinguir algumas pintas - são onças chamadas de melânicas.

Onça Parda

Ameaçada de extinção. Existe desde os Estados Unidos até o extremo Sul da América do Sul. Os americanos a chamavam de leão da montanha. Nosso Índios a chamavam de Suaçu-Arana (da cor de veado) nome que chegou deformado até os dias de hoje como Suçuarana. Tigresa belíssima, de olhos claros e pelagem avermelhada. Certa vez não faz muito tempo, um exemplar foi capturado numa árvore nas redondezas de Peruíbe e depois devidamente devolvido à floresta, na reserva da Juréia.

Onça Preta

É a onça recessiva, chamada de melânica. Animal belíssimo, de cor preta. Algumas manchas padrão típicas da onça comum podem ser notadas na pelagem escura do animal.

Preguiça

Muito conhecida dos Índios Tupinambás, intrigava os estrangeiros que visitavam o Brasil no século 16. É um animal vagaroso, contudo na água é exímia nadadora, fato que ainda é um mistério. Também é curioso o fato de várias preguiças evacuarem e urinarem em conjunto. Em determinados momentos, vários indivíduos descem das árvores ao mesmo tempo, reúnem-se num mesmo local e ali fazem as necessidades em conjunto, retornando depois para as árvores. Talvez seja esta uma estratégia para se protegerem em bando, de ataques de predadores, onde a defesa esteja aliada à quantidade de indivíduos. O maior mistério que circunda o animal são as lendas dos Índios sobre uma preguiça gigante que ainda viveria nos dias de hoje na Amazônia. Em 1996, uma expedição de pesquisadores Norte-Americanos que acreditam que esta preguiça ainda vive, foi até a Amazônia procurar o animal, porém, nada foi encontrado. Jean de Léry descreve seu contato com uma preguiça no século 16 nas redondezas do Rio de Janeiro: "(...) chamado hay pelos selvagens, é do tamanho de um cão-d'água grande e sua cara de bugio se assemelha a um rosto humano; tem o ventre pendurado como o da porca prenhe, e pelo pardo-escuro como a lã do carneiro preto, a cauda curtíssima,a s eprnas cabeludas como as do urso e as unhas muito longas (...)". André Thevet também fez seu registro sobre a preguiça, na França Antártica: "(...) este animal chamam os selvagens de (...). é do tamanho de um mono africano (...) a cabeça lembra a de uma criança (...) Sua pele é cinzenta e felpuda como a de um ursinho (...) um normando chamado De l'Espiné, e um picardo, de nome Mogneville, passeando certo dia por entre as gigantescas árvores da floresta, deram um tiro de arcabuz em dois destes bichos que se encontravam no topo de uma árvore. Ambos caíram no chão, um bastante ferido e o outro apenas atordoado. Este último foi-me dado de presente. Vigiando-o pelo espaço de 26 dias, pude constatar que ele não quis comer nem beber, permanecendo sempre do mesmo jeito, até que foi estraçalhado por alguns dos cães que tínhamos trazido conosco (...)".

Quati

Felizmente é muito comum na Mata Atlântica, por vezes, famílias inteiras são avistadas ao longo da Serra na subida para São Paulo da Rodovia dos Imigrantes. Possui um nariz muito comprido, o qual utiliza para farejar suas presas, a maioria, bichinhos e insetos que procura na terra e nos troncos podres. Os machos adultos vivem sozinhos, enquanto que as famílias de Quatis são formadas pelas fêmeas e filhotes (geralmente em sete, daí as grandes famílias), os quais permanecem junto da mãe até os 2 anos de idade. Gosta de subir nas árvores procurando frutas e ovos. É conhecido o fato de que quando alguém bate palmas ou dá um tiro, todos os Quatis caem no chão de patas para cima fingindo-se de mortos. Quando se chega perto, percebe-se que todos fugiram, embrenhando-se nos matos.

Queixada

Vive em grandes bandos de até mais de cem animais, número este hoje em dia reduzido pela perda e redução do habitat natural. A vara de Queixada é muito perigosa, temida até mesmo pela Onça. Quando estão irritados batem as queixadas fazendo um ruído desconcertante. A salvação para a Onça e mesmo para um homem que é surpreendido por um bando de Queixadas é subir numa árvore e ficar aguardando que se retirem. A carne é muito apreciada, parecida com a do porco mas não possui gordura. O único que não teme o queixada é o Caipora que vem montando no dorso do último animal do bando, não perdoando quem caça sem ser para comer ou quem derruba a mata!

Sagüi

Era já muito conhecido desde a época da colônia, dos Índios Tupinambás. Foi tão contrabandeado para o mundo inteiro que possui até um nome em Alemão. Parece que não era originário da Região Sudeste, mas formou bandos nessa região. Em liberdade, vivem em bandos de 5 a 15 indivíduos, sendo que só a fêmea principal de cada bando tem filhotes, que o macho cuida carregando nas costas. Se alimenta principalmente de goma de árvore (secreção da seiva que o sagüi consegue retirar do tronco com seus dentes afiados).

Saruê ou Sariguê (Gambá)

Era conhecido desde a época dos Índios Tupinambás que o chamavam de Saruê. Foi um dos primeiros animais Americanos a ser conhecido na Europa. Vicente Pinzón, levou uma fêmea no navio, um pouco intrigado com a bolsa onde carregava os filhotes (o Saruê é um marsupial). A gestação dura somente de 11 a 12 dias e depois os filhotes nascem mal-formados, sem olhos ou pelos, migrando pela barriga da mãe e entrando na bolsa onde se prendem a 13 tetas que existem ali dentro. Nesta época medem 1 centímetro e ficam acerca de 70 dias na bolsa até que se desenvolvam por completo. A mãe pari 21 filhotes mas como não há lugar na bolsa, apenas uns 9 sobrevivem. Muito comum em Itanhaém, Ubatuba, em todo Litoral Sudeste do Brasil e interior.

Tatu

Há diversas espécies no Brasil (24 - vinte e quatro!). Infelizmente, mesmo protegidas por Lei, algumas ainda são caçadas criminosamente devido ao sabor da carne.

Tatu Canastra

Está ameaçado de extinção e já está sendo considerado como um dos primeiros animais Brasileiros a ser extinto. Há notícias de que havia apenas um animal em cativeiro no Zoológico de Goiânia e o mesmo fugiu. Contudo, devido à grandiosidade do território do Brasil, esperamos que ainda hajam muitos em refúgios naturais. Os Índios o perseguiam para com sua concha fazer enfeites. O mesmo ocorria com os caboclos que o caçavam para fazer cesta, a canastra, daí o nome do animal. Tem 1 ou 2 filhotes mas nunca foi reproduzido no cativeiro. Era de grande ajuda aos cafeicultores pois destruía a chamada cigarrinha que infestava as raízes dos cafezais.

Tatupeba

Ainda continua a ser caçado embora seja protegido pela legislação. Sai sempre para caçar à noite e tem muitos filhotes. É um animal que pode ser domesticado, chegando até mesmo a pedir carinho para que lhe cocem as costas. Alimenta-se de besouros, minhocas, lagartixa e carniça. É chamado também de papa-defunto pois vai até em cemitérios para roubar comida - mas também ataca as roças de batata doce. Curiosidade: uma lenda antiga do sertão, da época dos Índios, conta que antigamente havia um tatu gigante que invadia as roças dos Índios e que possuía a ponta do rabo cheia de espinhos. O que se estranha é que realmente houve um tatu deste tipo mas a 60 mil anos atrás, numa época quando sequer os Índios haviam migrado, possivelmente desde o Caribe, para o Brasil.

Respeite Tudo o Que tem Vida, Pois é Seu Próximo!






Saruê ou Sariguê Queixada Tatu







domingo, 10 de outubro de 2010

informacões sobre animais

GATO-DO-MATO

Ordem: Carnívora

Família: Felidae

Nome popular: Gato-do-mato

Nome em inglês: Oncilla

Nome científico: Leopardus tigrinus

Distribuição geográfica: América Central e América do Sul

Habitat: Floresta

Hábitos alimentares: Carnívoro

Reprodução: Gestação de 73 a 77 dias

Período de vida: Aproximadamente 13 anos


Também conhecido regionalmente por maracaja-í, gato-macambira, pintadinho e gato-do-mato pequeno. Os habitantes de áreas de mata muitas vezes os confundem com o gato maracajá. Este é o menor gato selvagem da América do Sul, com tamanho semelhante ao de um gato doméstico. Patas e cabeça pequenas e cauda longa. Os pêlos são voltados para trás inclusive nuca e cabeça. O peso varia entre 1,5 e 3 kg com o comprimento total entre 60 e 85 cm. A pelagem tem coloração amarelo-dourada com rosetas escuras abertas dispostas principalmente nas laterais do corpo. No dorso as rosetas se fundem formando listras que vão dos olhos à base da cauda. Existem indivíduos melânicos (pretos) que não são incomuns.

Ocorre do sul da Costa Rica ao norte da Argentina, ocupando geralmente ambientes variados, desde áreas mais abertas àquelas com vegetação densa. Assim como ocorre com os demais gatos pequenos, é um animal muito pouco estudado. Os dados existentes demonstram ser um animal solitário, de hábitos diurnos e noturnos que se alimenta de pequenos roedores, lagartos e pequenas aves.

A gestação dura de 73 a 78 dias, nascendo de 1 a 3 filhotes que abrem os olhos após o 17º dia e passam a comer sólidos após 55 dias de nascidos. A caça para o comércio de peles e a destruição das florestas é a principal causa de ameaça. É classificada pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie vulnerável, inclusa no apêndice I do CITES e pelo IBAMA como ameaçada de extinção.


informacões sobre animais

ELEFANTE Africano

Ordem: Proboscidea

Família: Elephantidae

Nome popular: Elefante africano

Nome em inglês: African elephant

Nome científico: Loxodonta africana

Distribuição geográfica: África

Habitat: Florestas, campos, savanas e desertos

Hábitos alimentares: Herbívora

Reprodução: Gestação de 22 meses

Período de vida: Aproximadamente 50 anos.


Os elefantes são os maiores mamíferos terrestres sobreviventes de uma extensa radiação no período Eoceno, incluindo os extintos mamutes e mastodontes. Atualmente existem duas espécies, o elefante africano (Loxodonta africana) e o elefante asiático (Elephas maximus).São membros de um grupo ou ordem chamados “Proboscidea", caracterizado pelo órgão proboscis ou tromba.

De estrutura muito maciça apresenta corpo pesado apoiado sobre pernas grossas em forma de pilares em pés amplos, a tromba é um órgão flexível e longo que apresenta narinas na ponta e que tem a função de transportar alimento, água, cheirar, levantar e analisar objetos. O elefante africano é o maior deles medindo entre 7 a 8 m de cabeça e corpo e 4 m de altura chegando a pesar 7 toneladas.

A longa e flexível tromba apresenta dois “dedos” na ponta e pode pesar até 200 kg, as orelhas são enormes e podem alcançar metade da altura do indivíduo. A coloração é cinza claro e pode variar para marrom avermelhado dependendo da cor do solo. De acordo com a subespécie pode ocorrer uma variação de habitats como florestas, campos, savanas e desertos. Três quartos da vida do elefante são devotados a procura por recursos de comida e água, a dieta é estritamente herbívora.

A maior parte dos elefantes consomem entre 70-150 kg de comida e 80-100 litros de água por dia. As acácias estão entre folhagens e frutas as mais consumidas e favoritas dos elefantes. Apresentam um período de gestação de 22 meses com nascimento de um filhote que pode pesar até 115 kg e a medir 100 cm de altura. Toda a manada é cuidadosa com os filhotes, onde várias “babás” podem cuidar dos filhotes do grupo.

A longevidade é de 70 anos. O elefante asiático mede de cabeça e corpo entre 6 a 8 m e até 3 m de altura e a pesar 5.500 kg. A grande diferença entre o asiático e o africano está no tamanho das orelhas que são menores e não excedem a altura do pescoço, a longa tromba com mais de um “dedo” na ponta e pode pesar de 125-200 kg. Normalmente o asiático tem mais pêlos no corpo do que o africano, a coloração é cinza escuro, dependendo da cor do solo.

Na espécie asiática somente os machos possuem presas, nas fêmeas são vestigiais ou ausentes. Habitam florestas, savanas e regiões montanhosas dependendo da subespécie.Algumas pesquisas mostram que os elefantes podem se comunicar através de (infra-som) passando informações para os outro membros do grupo, são gregários e formam por vezes grupos de mais de 100 indivíduos sendo liderados por uma fêmea mais velha, a “matriarca”.

A característica dos elefantes são as enormes presas na mandíbula superior, que na realidade são grandes dentes incisivos, que nos elefantes africanos há registros de um recorde de uma presa que pesava 102 kg e media 3 m de comprimento. Algumas culturas, como no Sri lanka, os elefantes são considerados sagrados e em festividades religiosas são adornados e desfilam como símbolos de grandiosidade.

Em contrapartida são usados como animais de tração e carga em alguns lugares, sendo por vezes desrespeitados e explorados em trabalhos forçados. A caça predatória para o comércio ilegal de marfim, quase condena a espécie a extinção, esforços estão sendo concentrados em criar e aplicar novas leis para a proteção da espécie. Parques, zoológicos e reservas vem contribuindo para a criação de uma nova consciência ecológica, contribuindo para a preservação e o futuro de uma criatura tão majestosa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

informacões sobre animais

DROMEDÁRIO

Ordem: Artiodactyla

Família: Camelidae

Nome popular: Dromedário

Nome em inglês: Dromedary

Nome científico: Camelus dromedarius

Distribuição geográfica: Norte da África e Oriente Médio

Habitat: Deserto e planícies áridas.

Hábitos alimentares: Herbívoros

Reprodução: Gestação de 12 meses

Período de vida: 50 anos


O dromedário (Camelus dromedarius) habita desertos e planícies áridas do Norte da África e Oriente Médio. É parente do camelo, porém difere deste por possuir apenas uma corcova. Embora muitas pessoas acreditem a corcova não é composta de água, mas sim de gordura, servindo como reserva energética ao animal.

O estoque de gordura da corcova e a capacidade de beber até 57 litros de água de uma só vez, permitem ao dromedário resistir a caminhadas de muitos quilômetros, tornando-o um eficiente meio de transporte. Ele possui uma musculatura nas narinas que possibilita seu fechamento, protegendo-as das ventanias de areia no deserto.

Possui pescoço longo e fino, boca estreita com uma fissura no lábio superior e cauda curta. Pode atingir 2,30 metros de altura e pesar entre 300 e 690 quilos. A pelagem tem coloração que varia do marrom ao acinzentado, e utiliza o cuspe como forma de defesa além do coice e da mordida. São animais de hábitos diurnos e dieta herbívora, sendo encontrados vivendo sozinhos ou em grupos que podem conter mais de 30 dromedários.

A partir da metade do século XIX vários animais foram introduzidos em alguns países, como Estados Unidos e Espanha. A gestação dura em média 12 meses, nascendo apenas um filhote com peso aproximado de 37 quilos. Atinge a maturidade sexual após os 3 anos e chega a viver cerca de 50.

informacões sobre animais

CHIMPANZÉ

Ordem: Primates

Família: Pongidae

Nome popular: Chimpanzé

Nome em inglês: Chimpanzee

Nome científico: Pan troglodytes

Distribuição geográfica: região central da África

Habitat: florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas.

Hábitos alimentares: Onívoro

Reprodução: Gestação de 230 dias

Período de vida: Aproximadamente 60 anos


O Chimpanzé (Pan troglodytes) é um primata que faz parte da mesma família que os humanos, a família Hominidae, possuindo uma semelhança genética de mais de 99%. Podem atingir até 1 metro de altura e pesar até 100 kg, de acordo com seu sexo. São animais de coloração preta, tornando-se acinzentada em animais mais velhos.

Na natureza, os Chimpanzés vivem em grupos que podem variar de 5 até mais de 100 indivíduos. No entanto, as fêmeas possuem hábitos mais solitários, passando a maior parte do tempo sozinhas. Nestes grupos os machos são dominantes sobre as fêmeas e os machos mais jovens.

São animais de hábitos diurnos, terrestres e arborícolas. Costumam se locomover pelo chão, mas preferem se alimentar sobre as árvores, durante o dia. Estes são primatas quadrúpedes, ou seja, locomovem-se utilizando os pés e as mãos, simultaneamente, para andar e correr, além de serem capazes de escalar, pular e ficarem suspensos. Além disso, ocasionalmente, podem se locomover de forma bípede, como os humanos.Geograficamente estão distribuídos nas florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas, superiores à 3000 metros de altitude, na região central do continente africano.

Os chimpanzés possuem uma alimentação bem variada, sendo as frutas o principal alimento de sua dieta, mas também consomem muitas folhas, flores, sementes e, ainda, pequenos animais, como alguns pássaros, formigas, cupins, vespas e algumas larvas.

Estes animais, aparentemente, possuem culturas diferentes, dependendo da região em que vivem, assim como os humanos, e são capazes de ensiná-las de uma geração para outra. Entre tais ensinamentos estão, por exemplo, técnicas para extrair cupins de seus cupinzeiros, utilizando-se de gravetos; utilização de pedras para quebrarem sementes e frutos duros; e outros tipos de ferramentas adaptadas, usadas inclusive para caçar alguns pequenos mamíferos.

Machos dessa espécie podem se unir para manter a liderança sobre o grupo, ou roubar a posição do líder. Para intimidar os rivais, eles se demonstram agressivos, com vocalizações altas, agitações de galhos e até mesmo o ataque.

Os chimpanzés machos podem fazer pares com fêmeas, mas a promiscuidade é comum na espécie. Há casos em que a fêmea copulou 50 vezes com 14 machos diferentes em um só dia. Estes animais tem orgasmos e vocalizações específicas de cópula. Na verdade, são conhecidos 34 tipos diferentes de vocalizações nesta espécie.

informacões sobre animais

CERVO NOBRE

Ordem: Artiodactyla

Família: Cervidae

Nome popular: Cervo nobre

Nome em inglês: Red deer

Nome científico: Cervus elaphus

Distribuição geográfica: Ásia, Europa e América do Norte

Habitat: Florestas, campos e montanhas

Hábitos alimentares: Herbívora

Reprodução: Gestação de 230 dias

Período de vida: Aproximadamente 22 anos


Os cervos nobres pertencem a Ordem Artiodactyla ( que significa “animais que possuem dois dedos”). Distribuem-se naturalmente pela Ásia, Europa e América do Norte. Adultos pesam até 340kg e chegam a medir 2,65m de comprimento mais a cauda de aproximadamente 30cm.

Sua coloração varia de acordo com a estação do ano, idade e sexo. Os filhotes apresentam manchas brancas que vão desaparecendo a medida que o animal vai crescendo. Os adultos apresentam coloração amarronzada com a parte superior mais clara.Ocupam grande variedade de habitats, como florestas, campos e montanhas.

Apresentam hábitos diurnos e são sociáveis. Fora da época reprodutiva os grupos são formados por até 07 indivíduos, onde o macho dominante é sempre o mais velho e o mais forte. A disputa da hierarquia com o macho dominante, ocorre entre 7 e 10 anos de idade, com lutas freqüentes, marcação de território e vocalização. Somente machos possuem chifres, que caem todos os anos, reaparecendo na primavera, a partir do segundo ano de vida.

Todos os anos os chifres nascem mais ramificados, até o animal atingir a maturidade sexual, quando então se estabilizam. O período de gestação é de aproximadamente 230 dias, com o nascimento de apenas um filhote, que pesa ao nascer aproximadamente 18kg. Assim que nascem, ficam em pé para mamar e acompanhar o grupo. Mamam até os 07 meses, quando começam a se alimentar com a mesma alimentação dos adultos.

informacões sobre animais

CAMELO

Ordem: Artiodactyla

Família: Camelidae

Nome popular: Camelo

Nome em inglês: Camel

Nome científico: Camelus bactrianus

Distribuição geográfica: Ásia

Habitat: Deserto

Hábitos alimentares: Herbívoros

Reprodução: Gestação de 360 a 440 dias

Período de vida: Aproximadamente 50 anos


O camelo (Camelus bactrianus) é um animal herbívoro, de pelagem que varia do branco ao castanho-escuro. Diferencia-se do dromedário (Camelus dromedarius) por possuir 2 corcovas, e por seu maior tamanho. Chega a 2,5 m de altura e seu peso pode variar de 300 a 690 kg.

O tempo de gestação é de 360 a 440 dias, nascendo apenas um filhote.

Vivem em bandos e agüentam condições climáticas verdadeiramente extremas, especialmente em áreas onde as temperaturas no verão podem chegar a 60 ºC de dia e à noite são inferiores a 0 ºC. São nativos de áreas secas e desérticas da Ásia.

Outras adaptações à vida no deserto, incluem uma pelagem esparsa e suave que permite refrigeração, patas de base larga, com uma área que impede que se enterrem na areia e pestanas longas que protegem os olhos do animal durante tempestades de areia.

Estes animais foram domesticados como meio de transporte à semelhança do cavalo. Também são usados para obtenção de leite, carnes e como animais de carga.

informacões sobre animais

CACHORRO-VINAGRE

Ordem: Carnivora

Família: Canidae

Nome popular: Cachorro-vinagre

Nome em inglês: Bush dog

Nome científico: Speothos venaticus

Distribuição geográfica: América Central e América do Sul

Habitat: Floresta

Hábitos alimentares: Carnívoro

Reprodução: Gestação de 67 dias

Período de vida: Aproximadamente 10 anos


O cachorro vinagre é da Família Canidae e são os menores canídeos silvestres do Brasil. O comprimento do corpo varia entre 575-750mm, sua altura entre 120-50mm e o peso pode chegar a 8kg. Sua pelagem é de coloração marrom ocráceo, e quase preta na parte de baixo do pescoço, no ventre, nas patas e na cauda. O dorso possui uma cor marrom amarelada. Este cachorro possui orelhas pequenas, patas curtas e habitam matas e campos.

A gestação dura entre 65 e 80 dias, nascendo geralmente 3 a 4 filhotes que desmamam com 2 a 3 meses de idade. São os mais sociais dos canídeos do Brasil, podendo reunir-se em matilhas familiares e hierarquizada de 4 a 10 indivíduos. Sua distribuição vai desde o Panamá, Colômbia, Venezuela, Guianas, grande parte do Brasil, Equador, Peru, Bolívia Paraguai e Argentina. São animais que capturam pequenas presas como insetos, mas quando em grupos capturam pacas, gambás, patos, rãs, cutias.

Em cativeiro alimentam-se de ração balanceada ,carne crua e frutas. Quando em bandos vocalizam sons variados e agudos que são para comunicação no interior da mata. O cachorro vinagre, apesar de possuir ampla distribuição, é uma espécie rara e pouco conhecida da América do Sul. Na língua espanhola é denominado como zorro vinagre ou zorro musteloide, em inglês bush (mato) dog ou vinegar dog, e os povos guaranis no Paraguai os denominam jaguati, akuti jagua, entre outros.

A palavra Acutiuara usada também para estes cachorros, é formada pelas raízes indígenas Jaguara ou Uara, que significa senhor ou dono e Aguti ou Acuti, que se refere às cutias ou pacas, referindo-se à perseguição por cutias e pacas. São ótimos cavadores e com suas unhas abrem galerias no chão. Abrigam-se em ocos de árvores e buracos de tatus. Em cativeiro, costumam sair pela manhã e a tarde ficam em seus abrigos.

Pouco se sabe sobre a biologia desta espécie, as informações existentes foram adquiridas a partir de animais de zoológicos e criadouros. Por isso criou-se um plano de manejo de cachorro vinagre para garantir a sobrevivência e perpetuação da espécie em cativeiro.

informacões sobre animais

ANTA – MAIOR MAMÍFERO TERRESTRE BRASILEIRO












Ordem: Perissodactyla
Família: Tapiridae
Nome popular: Anta, tapir
Nome em inglês: Tapir
Nome científico: Tapirus terrestris
Distribuição geográfica: América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai
Habitat: Florestas
Hábitos alimentares: Herbívoro
Reprodução: um filhote, com gestação de aproximadamente 13 meses
Período de vida: 35 anos (em cativeiro)


A anta (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre do Brasil, alcançando até 1,20 m de altura. Vive em florestas e campos da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai. É um ungulado (mamífero com cascos com estrutura feita de queratina) que tem número ímpar de dedos.
A característica mais distinta da anta é sua narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba. Possui corpo robusto, cauda e olhos pequenos, crina sobre o pescoço e coloração marrom-acinzentada.

Alimenta-se de matéria vegetal (folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama, caules) que é digerida graças à presença de microorganismos que vivem em seu aparelho digestivo. Dispersa sementes com as fezes, ajudando na dispersão de sementes.

A anta, também conhecida como tapir, é um animal solitário, que sai à procura de um parceiro apenas na época reprodutiva, emitindo alguns sons para localizá-lo.
Se assustada, corre para regiões de mata mais fechada ou salta na água. E é ágil tanto em áreas abertas como fechadas, e ótima nadadora.

Possui hábitos noturnos, porém também pode realizar atividades durante o dia. Quando vive em florestas, costuma usar trilhas já abertas, o que a torna mais vulnerável à caça. Chega a pesar cerca de 300 kg e viver 35 anos.

A gestação dura aproximadamente 13 meses, nascendo apenas um filhote. Este possui pelagem marrom com manchas e listras horizontais brancas ou amareladas, que se perdem depois dos 5 meses. O filhote permanece com a mãe por 10 a 11 meses de vida e atinge a maturidade sexual após os 3 anos.

Apesar de não ser considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta, como muitos outros animais, perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas. A caça para alimentação e esporte, que ocorre em algumas regiões, também a ameaça.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Animais em Extinção

A WWF (World Wildlife Found) divulgou no início de janeiro a lista dos dez animais mais ameaçados de extinção.
As principais causas de extinção são: aquecimento global, perda de habitat natural e caça predatória.

Confira abaixo a lista.

1. Tigre: Levantamento recentes mostram que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, só restam apenas 7% de seu habitat natural, além disso, em várias partes da Ásia, são caçados porque partes de seu corpo são consideradas medicinais.


2. Urso polar: Símbolo do aquecimento global, o urso polar está em decadência devido a perda de seu habitat causada pela elevação da temperatura do planeta.



3. Morsas: Também afetas pelo aquecimento global. Com o derretimento das geleiras, as morsas estão ficando cada vez mais sem comida.



4. Pinguim de Magalhães: Mais uma espécie afetada pelo aquecimento global. O aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para ahcar comida. Doze das 17 espécies de pinguim estão ameaçadas.



5. Tartaruga-gigante: Conhecida também como tartaruga-de-couro, elas são os maiores répteis do planeta e existem há mais de 100 milhões de anos. Porém, estimativas de cientistas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca predatória e de arrastão e a poluição tem ameaçado a procriação desses animais.



6. Atum azul: Encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está em perigo devido a pesca predatória. A proibição temporária de sua pesca, segunda cientistas, ajudaria a população de peixes a voltar a um equilíbrio. Mas você também pode ajudar diminuindo o consumo deste peixe, que é um dos principais ingredientes do sushi de boa qualidade.



7. Gorila-das-montanhas: Existem apenas 720 animais vivendo nas florestas da África e outros 200 no Parque Nacional de Virunga, a maior área de preservação desta espécie.



8. Borboleta monarca: Mais uma vítima do aquecimento global. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aumento da temperatura e ocupação humana crescente.



9. Rinoceronte de Java: Existem apenas 60 indivíduos em seus habitat natural. É caçado de forma predatória, por ser usado para fins medicinais na Ásia, além de ter seu território reduzido devido a expansão de plantações. No Vietnã, antes o habitat dos rinocerontes, hoje abriga apenas 12 animais.



10. Panda: De acordo com a WWF, existem apenas 1,6 mil pandas. Estes simpáticos animais encontram-se ameaçados também devido a perda de seu habitat natural – as florestas chinesas. Existem mais de 20 áreas de proteção ambiental na China para proteger estes animais, metade deles vivem hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.



Triste a realidade desses bichinhos, e o pior é que a lista é muito maior, aí só estão os dez primeiros.
Claro que o culpado por isso acontecer é o ser humano, a única espécie racional do planeta.
A lista de animais em extinção no Brasil só aumenta a cada dia, afinal, consciência ecológica não é prioridade para a grande maioria dos brasileros; uma pena, mas é verdade!

Confira a lista dos animais brasileiros em extinção:
◦Jaguatirica
◦Cervo-do-pantanal
◦Lobo-Guará
◦Veado-bororó-do-sul
◦Cahorro-vinagre
◦Gato-do-mato
◦Gato-maracajá
◦Gato-palheiro
◦Onça Pintada
◦Onça Parda
◦Ariranha
◦Tamanduá Bandeira
◦Arara Azul
◦Mico-leão-dourado

Vamos fazer a nossa parte e ajudar como for possível a fauna e flora do planeta.
A conscientização é muito importante para que, num breve futuro, o ser humano também não entre em extinção.
Enfim, a vida no nosso planeta está ameaçada e como nem tudo tem preço, vamos preservar o que ainda nos resta.
Até a próxima!

fonte:blo biologia ao extremo